segunda-feira, 7 de junho de 2010

TRATADO DE MADRI.

          O Tratado de Madrid foi a primeira tentativa de pôr fim ao litígio entre Portugal e Espanha a respeito dos limites de suas colônias na América do Sul.
           Com as epopéias dos bandeirantes, desbravando o interior do Brasil, criando pequenos povoamentos, a validade do antigo Tratado de Tordesilhas estava em xeque. O novo Tratado tinha por objetivo "que se assinalassem os limites dos dois Estados, tomando por balizas as paragens mais conhecidas, tais como a origem e os cursos dos rios e dos montes mais notáveis, a fim de que em nenhum tempo se confundissem, nem dessem ensejo a contendas, que cada parte contratante ficasse com o território que no momento possuísse, à exceção das mútuas concessões que nesse pacto se iam fazer e que em seu lugar se diriam". Assinado em 1750 o tratado não usava as linhas convencionais, mas outro conceito de fronteiras, introduzido neste contexto por Gusmão, a posse efetiva da terra (uti possidetis) e os acidentes geográficos como limites naturais.
          Com trabalhos apresentados à Corte espanhola, Alexandre de Gusmão comprovou que as usurpações luso-espanholas em relação à linha de Tordesilhas (1494) eram mútuas, com as portuguesas na América (parte da Amazônia e do Centro-oeste) sendo compensadas pelas da Espanha na Ásia (Filipinas, Marianas e Molucas).
           Apesar de Tomás da Silva Teles (Visconde de Vila Nova de Cerveira) ter representado Portugal, Alexandre de Gusmão foi o redator do Tratado e o idealizador da aplicação do uti possidetis.
Em 1746, quando começaram as negociações diplomáticas a respeito do Tratado, Alexandre de Gusmão já possuía os mapas mais precisos da América do Sul, que encomendara aos melhores geógrafos do Reino. Era um dos trunfos com que contava para a luta diplomática que duraria quatro anos.
          Alexandre sabia que os espanhóis jamais deixariam em paz uma colônia (Colônia do Sacramento) que lhes prejudicava o tesouro. Além disso, descobrira-se ouro no Brasil, não sendo preciso entrar em conflitos por causa da prata peruana. Para a compensação, já tinha em vista as terras convenientes à coroa portuguesa: os campos dos Sete Povos das Missões, Oeste do atual estado do Rio Grande do Sul, onde os luso-brasileiros poderiam conseguir grandes lucros criando gado.
          Finalmente, em Madrid, a 13 de janeiro de 1750, firmou-se o tratado: Portugal cedia a Colônia do Sacramento e as suas pretensões ao estuário da Prata, e em contrapartida receberia os atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (território das missões jesuíticas espanholas), o atual Mato Grosso do Sul, a imensa zona compreendida entre o Alto-Paraguai, o Guaporé e o Madeira de um lado e o Tapajós e Tocantins do outro, regiões estas desabitadas e que não pertenceriam aos portugueses se não fossem as negociações do tratado.
          Foi meio continente assegurado a Portugal pela atividade de Alexandre de Gusmão. Para a região mais disputada, o Sul, o santista já enviara, em 1746, casais de açorianos para garantir a posse do terreno. Era uma nova forma de colonização que Alexandre preconizava, através de famílias que produzissem, sem precisar de escravos. Os primeiros sessenta casais fundaram o Porto dos Casais, mais tarde Porto Alegre.
           O tratado foi admirável em vários aspectos. Determinou que sempre haveria paz entre as colônias americanas, mesmo quando as metrópoles estivessem em guerra. Abandonou as decisões tomadas arbitrariamente nas cortes européias por uma visão mais racional das fronteiras, marcadas pelos acidentes naturais do terreno e a posse efetiva da terra. O princípio romano de uti possidetis deixou de se referir à posse de direito, determinada por tratados, como até então tinha sido compreendido, para se fundamentar na posse de fato, na ocupação do território: as terras habitadas por portugueses eram portuguesas.
          Entretanto o tratado logo fez inimigos: os jesuítas espanhóis, expulsos das Missões, e os comerciantes impedidos de contrabandear no rio da Prata. Seus protestos encontraram um inesperado apoio no novo homem forte de Portugal: o Marquês de Pombal.
         Um novo acordo — o de El Pardo —, firmado em 12 de fevereiro de 1761, anulou o de Madrid. Mas as bases geográficas e os fundamentos jurídicos por que Alexandre tanto lutara em 1750 acabaram prevalecendo e, em 1777, aqueles princípios anulados em El Pardo ressurgiram no Tratado de Santo Ildefonso. A questão foi ainda objeto de novo tratado do Pardo, a 11 de março de 1778.
          Devido ao sucesso obtido por Gusmão no Tratado de Madrid, mais tarde o historiador paraguaio padre Bernardo Capdeville se referiria a este como "a vergonha da diplomacia espanhola".

TRATADO DE TORDESILHA

          Na época das grandes navegações, os europeus acreditavam que os povos não cristãos e não civilizados poderiam ser dominados e por esta razão achavam que podiam ocupar todas as terras que iam descobrindo mesmo se essas terras já tivessem dono.
          Começou assim uma verdadeira disputa entre Portugal e Espanha pela ocupação de terras.
          Para evitar que Portugal e Espanha brigassem pela disputa de terras, os governos desses dois países resolveram pedir ao papa que fizesse uma divisão das terras descobertas e das terras ainda por descobrir.
Em 1493, o papa Alexandre VI criou um documento chamado Bula. Nesse documento, ficava estabelecido que as terras situadas até 100 léguas a partir das ilhas de Cabo Verde seriam de Portugal e as que ficassem além dessa linha seriam da Espanha.
          O medo que Portugal tinha de perder o domínio de suas conquistas foi tão grande que, por meio de forte pressão, o governo português convenceu a Espanha a aceitar a revisão dos termos da bula e assinar o Tratado de Tordesilhas (1494).
Então os limites foram alterados de 100 para 370 léguas.
          De acordo com o Tratado de Tordesilhas, as terras situadas até 370 léguas a oeste de Cabo Verde pertenciam a Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam a Espanha.
O Brasil ainda não havia sido descoberto e Portugal não tinha idéia das terras que possuía. Hoje sabemos onde passava a linha de Tordesilhas: de Belém (Pará) à cidade de Laguna (Santa Catarina).
         De acordo com o Tratado, boa parte do território brasileiro pertencia a Portugal, mesmo se fosse descoberto por espanhóis.
Portugueses e brasileiros não respeitaram o tratado e ocuparam as terras que seriam dos espanhóis. Foi assim que o nosso território ganhou a forma atual.
Apesar dessa invasão, os espanhóis não se defenderam, pois estavam ocupados demais com as terras que descobriram no resto da América, ao norte, a oeste e ao sul do Brasil.
          Mesmo após 250 anos de descobrimento, os brasileiros continuavam avançando para o interior, não respeitando a linha de Tordesilhas. A maioria nem sabia que ela existia. E assim, terras que seriam da Espanha, foram habitadas por brasileiros.

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO

No decorrer do século XVI, os portugueses que estavam no Brasil, ocuparam a região periférica e litorânea do país. Toda a extensão do território da colônia brasileira era demarcada pelo Tratado de Tordesilhas, porém esse Tratado não serviu para nada, pois o povo português explorou o território mais do que deveria, e com isso foi necessário fazer outros Tratados, como por exemplo, o Tratado de Madri.




O aumento do território foi notado logo no começo do século XIX, quando se deu início á independência. Com esse aumento a área do território já estava quase do tamanho atual. 

Na questão de extensão territorial, o Brasil fica em quinto lugar com 9.372,614 km². O território brasileiro é caracterizado pela variedade de paisagens, climas, relevos e fusos. 

Com relação à Europa, o Brasil possui um território um pouco menor. Os territórios em geral são caracterizados pela sua colonização, independência e lutas religiosas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

VAZAMENTO NO GOLFO.

Apesar de medidas, BP afirma que vazamento de petróleo continua
"Não fomos capazes de conter o fluxo", disse diretor de operações.
Empresa tentará mais um método de contenção. Vazamento tem 40 dias.
Do G1, com agências



           A arriscada operação de injetar fluidos pesados no poço de petróleo para estancar o vazamento no Golfo do México fracassou, informou neste sábado (29) a companhia British Petroleum (BP), responsável pelo desastre ambiental no Golfo do México.

"Depois de três dias completos tentando fechar o vazamento, não fomos capazes de conter o fluxo [de petróleo]", disse em entrevista coletiva o diretor de operações da BP, Doug Suttle. Já faz 40 dias que o óleo escapa do poço submarino.
         Vídeo divulgado pela BP neste sábado (29) mostra lama escapando da tubulação rompida no fundo do Golfo do México. Tentativa de entupir os dutos com fluidos pesados não funcionou. (Foto: BP via AP)Segundo ele, a empresa já começou a preparar uma medida alternativa: instalar uma válvula de contenção para selar o duto estragado. O novo método, em vez de tentar tampar o vazamento, irá capturar o petróleo que sai do reservatório.
         Especialistas e observadores também foram céticos em relação à operação de injeção de fluidos, batizada de "top kill". Eric Smith, diretor associado do Tulane Energy Institute, disse que a tentativa está fadada ao fracasso. "Eles nos avisaram para não tirar muitas conclusões sobre o fluído, mas não parece que ele esteja funcionando", disse.
        Neste sábado, a BP também começou a jogar uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido, tentanto entupi-lo.

Aumento de contingente
        Na sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.
      Ele visitou a costa da Louisiana, local mais atingido pelo vazamento, pela segunda vez desde o início do problema, e comparou a situação a um ataque ao país.
      Moradores se queixaram com estridência da demora das autoridades federais em agir e da pouca assistência oferecida. A Casa Branca nega veementemente as duas acusações, assegurando ter montado a maior operação de resposta da história.
"Vocês não serão abandonados. Vocês não serão deixados para trás. Estamos ao seu lado, e vamos ver isso passar", disse Obama em declarações transmitidas pela TV, após se reunir com autoridades locais e estaduais e inspecionar os danos causados pelo petróleo no litoral.
         Técnicos calculam que o vazamento vem liberando entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo diariamente no Golfo do México. A BP diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de US$ 1 bilhão.

terça-feira, 25 de maio de 2010

GEOGRAFIA DO PAIS DA COPA - AFRICA DO SUL

GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO: área de 1 219 090 (472 359 milhas). Fronteiras com: Namíbia, Bostwana, Zimbabwe, Moçambique e Swaziland. O reino de Lesotho situa-se a sudeste do país em território sul africano.

ORLA MARÍTIMA: a costa é fechada e possui apenas algumas baías apropriadas para portos. A Baía Saldanha, a sudoeste, constitui o único porto natural, ao longo de aproximadamente 3000 km da linha costeira. A foz da maioria dos rios é inadequada para ser utilizada como porto.

SOL: o país está localizado na faixa sub-tropical de alta pressão, tornando-o quente e seco. A África do Sul é famosa pelo seu sol, menos freqüente nas estações chuvosas. Abril e maio são mais agradáveis, quando já não há chuvas. No verão a temperatura pode ser superior a 32ºC.

CHUVA: chuva média anual: 464 mm; média mundial 857 mm. Anualmente 65% da área do país com média inferior a 500 mm. A África do Sul é também periodicamente castigada por secas que muitas vezes terminam em grandes cheias.

AS NOVE PROVÍNCIAS: Nos termos da Constituição de 1993 (Lei 200, de 1993) a República da África do Sul ficou dividida em nove províncias, cada uma com sua legislatura, primeiro-ministro e ministros próprios.
AS CAPITAIS: A África do Sul possui 3 capitais: Executiva (Pretória), Legislativa (Cidade do Cabo) e Judiciária (Bloemfontein).

POVO: A África do Sul é conhecida como a "nação arco-íris, pela diversidade de raças.
Brancos (comunidade européia, principalmente holandeses e ingleses) 5.4m (12%)
Coloridos (mestiços) 3.8m (8,5%)
Asiáticos (chineses, indianos) 1.2m (2,5%)
Negros (grupos étnicos : Zulu, Sotho, Tswana, Xhosa, Tsonga, Swazi, Venda, Ndebele) 34.3m (77%)